quarta-feira, 12 de novembro de 2014

COCA-COLA MUDA APÓS VENDAS MAIS FRACAS


Líder global em refrigerantes, a Coca-Cola tentou mostrar ao mercado na semana passada que, apesar do domínio no segmento, não está de braços cruzados frente à piora dos seus resultados.
Após ver seu volume de vendas crescer apenas 1% no trimestre e decair em mercados como o Brasil, a empresa admitiu que não cumprirá sua meta anual de expandir-se entre 3% e 4% em 2014. Por isso, prometeu cortar US$ 3 bilhões em custos para manter o lucro mesmo em cenário adverso.
Uma das áreas que devem ser afetadas pela situação deve ser o marketing. Um dia depois da divulgação do balanço, a companhia anunciou a substituição do chefe do setor, Joseph Tripodi. O executivo, que ficou sete anos à frente da comunicação da empresa, foi responsável pela criação do conceito "Abra a Felicidade", que relacionou o refrigerante a causas positivas.
Ultimamente, porém, a estratégia não vinha se refletindo em vendas - o que colocou Tripodi em situação difícil, segundo reportagem do Wall Street Journal, antecipando sua saída.
Para fontes do mercado publicitário, fazer marketing de refrigerante é difícil. A bebida enfrenta uma crise de imagem global, sendo relacionada com frequência a problemas como a obesidade infantil. Por isso, a gigante global optou por "sair pela tangente", falando de quase tudo, menos de seu produto.
"Durante um bom tempo, a estratégia funcionou. Eles fizeram várias belas campanhas", diz um publicitário que já trabalhou para marcas do segmento. Essa aposta no marketing institucional foi possível graças ao domínio da Coca-Cola, que responde por 60% das vendas em mercados como o Brasil. "Como nosso produto é muito reconhecido, passamos a focar na marca. Talvez a gente precise voltar a explorar os produtos", disse ao Estado o vice-presidente de comunicação da Coca-Cola Brasil, Marco Simões.
No Brasil, após anos seguidos de crescimento, o mercado de refrigerantes vive em 2014 o terceiro ano de retração no país. As vendas da Coca-Cola caíram 1% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2013.
A concorrência também vem afetando o desempenho da empresa. No segundo trimestre, as vendas em volume da Coca-Cola ficaram estagnadas, apesar da Copa do Mundo. Já a Ambev, que distribui Guaraná Antarctica e Pepsi no país, teve expansão de 8,8% no mesmo período. De acordo com o balanço do segundo trimestre da Ambev, suas marcas registraram ampliação de 1,2 ponto porcentual em relação ao segundo trimestre de 2013, atingindo 19,2% do mercado.
A The Coca-Cola Company citou em seus resultados que, entre abril e junho, enfrentou um cenário macroeconômico ruim no país e sofreu também com ações de rivais. Para reverter o cenário adverso nos refrigerantes, a Coca-Cola aposta também no aumento de seu portfólio.
Hoje, no Brasil, a companhia está presente em segmentos como néctares, águas, chás e energéticos. Mas o produto principal ainda responde por cerca de 70% das vendas, segundo fontes de mercado. "Embora os setores sejam menores, eles contribuem para o resultado, pois o preço dos produtos é mais alto", diz Simões.

Nessa matéria da Época Negócios, fala que mesmo com todo o potencial do Marketing, a marca de renome Coca-Cola vem sendo afetada pela economia. Entre outros fatores, se destaca a concorrência, como mostra no texto, e também a imagem do produto, que esta muito ligada à saúde de seus consumidores. 
Porem, o investimento previsto pela Coca-Cola para o país entre 2012 e 2016 é de R$ 14,2 bilhões, 50% a mais do que nos cinco anos interiores, o que mostra que os cortes que a empresa pretende realizar não deverão afetar a estratégia local, sendo feitas no dia dia das operações e não em projetos estratégicos como Jogos Olímpicos por exemplo.
Por Ana Reis

6 comentários:

  1. Como tudo na vida, temos que sempre estar nos renovando e buscando melhorias. No Atual mercado de trabalho em que o Brasil se encontra se até mesmo o marketing da gigante coca-cola esta se reposicionando já imaginamos o que estar por vir.

    O tempo não para, as prioridades mudam, e os seres humanos se adaptam, e pelo jeito cada vez mais estão se voltando a uma vida mais saudável, estaremos aguardando os malabarismos que o próximo chefe de marketing da empresa fará para mudar esta situação.


    Por: Luísa Crippa

    ResponderEliminar
  2. Concordo com a Luísa, a geração saúde está em foco. Se entitular como o "lado bom da vida" já não parece mais ser suficiente e demanda uma reavaliação de estratégias por parte da empresa.
    Por: Débora Angeli

    ResponderEliminar
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  4. Não precisamos nem ir muito longe, neste ultimo final de semana cerca de 2 mil pessoas participaram de uma corrida noturna patrocinada pela Subway em Novo Hamburgo/RS, não que isso seja uma obrigação de pessoas que cuidam da saúde(ato de correr), mas a dois anos atras o mesmo evento com certeza não reuniria 1000 pessoas, num pais onde conforme um estudo realizado em 2011 pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico),em 26 estados Brasileiros, o índice de pessoas acima do peso chega a 48,5% da população, é complicadíssimo dar a volta nas vendas de um produto que bate diretamente de frente com os novos conceitos de vida saudável, mesmo sendo este produto a Coca Cola, mas esperemos, afinal a mesma por muitos anos foi a alegria das crianças e adultos, trazendo a magia do natal e tão qual a força que até hoje as pessoas não tomam refrigerante de Cola , elas tomam Coca Cola, mesmo sendo esta Pepsi, Fruki cola ou Ice cola.

    Por : Morgana Quintana

    ResponderEliminar
  5. Com a crescente da valorização da vida saudável, fica complicado que uma marca de refrigerantes - mesmo que consagrada, tal qual a Coca-Cola - se mantenha com boas vendas sem rever suas estratégias.

    Por: Douglas Martini

    ResponderEliminar
  6. A grandiosidade da marca Coca Cola, atualmente esta ligada a tantas outras causas que acredito que não vá se extinguir pelo refrigerante, conhecido por ser maléfico a saúde. A marca tem reconhecido isso, e atualmente trabalha com linhas de sucos, águas, chás e esta engajada em diversos programas sociais, ambientais, culturais, ela vem conseguindo se posicionar diante da realidade.

    por Ana Reis

    ResponderEliminar